Cambio Automático

Definitivamente, o brasileiro pegou gosto pelo câmbio automático, e não é para menos: quem mora em uma cidade grande, troca em média 200 vezes a marcha por hora. Além de diminuir o desgaste físico, esse tipo de tecnologia quebra menos e com algum cuidado chega a ter o consumo de combustível bem próximo ao dos veículos com sistema mecânico.
Apesar de toda comodidade que o câmbio automático traz aos motoristas, é necessário tomar alguns cuidados com seu uso. Existem vários tipos de câmbio com diferentes gerenciamentos e é possível que algumas dicas não se apliquem ao modelo do seu carro, porém ter atenção a estes itens pode evitar gastos significativos.





Troca de Óleo: Grande parte das panes se deve a vazamentos descobertos tardiamente. Leia o manual para fazer a correta verificação, atente para o fato que existem análises com o motor ligado e desligado. Se tiver que completar o reservatório, obedeça religiosamente à especificação do óleo recomendada no manual. Lembre-se que nível baixo é indício de vazamento.

Nos veículos mais antigos os manuais recomendam a troca de óleo a cada 40 mil quilômetros (km) ou três anos, em outros modelos a cada 80 mil km e, apesar de polêmico, existem carros para os quais não se recomenda a troca (eu trocaria). Consulte o manual e procure realizar este serviço em uma oficina especializada, porque será necessário substituir um kit contendo vedadores e o filtro.

Não queira economizar, uma troca mal feita pode causar grandes prejuízos. Se for comprar um carro usado automático, com mais de 50 mil km rodados, não se esqueça de solicitar as notas fiscais da troca. Quem nunca trocou o óleo da transmissão automática e resolve fazê-lo com mais de 80 mil km poderá ter problemas.

Segundo especialista, em 30% dos casos de troca tardia ocorrem problemas porque o óleo novo carregará todo o resíduo de anos de funcionamento para o filtro interno, levando-o ao entupimento. Em situações assim, a recomendação é fazer duas trocas de óleo seguidas. Na primeira troca, 80% do óleo antigo são substituídos, e 20% permanece dentro do conversor de torque, na sequência deve-se ligar o veículo e então fazer a segunda troca.

O técnico explica que, apesar de gastar o dobro de óleo necessário, você garantirá uma boa limpeza de todo o sistema. Posso colocar o câmbio na posição P (parking) e depois puxar o freio de mão? O seu carro aceita, mas não é recomendável. O certo é colocar no N (neutro), puxar o freio de mão e depois colocar no P (parking). Não tem sentido despejar todo o peso do carro sobre o câmbio se você pode delegar para o freio de mão. Espere o carro parar para inverter o sentido do movimento. Essa informação já é conhecida, mas muitos apressados (as) não esperam o carro parar para inverter a marcha ou colocar na posição P (parking). Cuidado com a posição N (neutro) da alavanca. A maioria dos modelos automáticos possui um sistema de lubrificação interna que é limitado quando a alavanca esta posicionada no N (neutro). Se o carro estiver parado, não há problema, mas com o veiculo andando, as rodas movimentarão o câmbio, que estará sem lubrificação adequada, o que pode causar danos em longo prazo.

Se o motor estiver desligado, não haverá lubrificação, por isso não se pode rebocar pela frente um carro automático de tração traseira. Na dúvida, é melhor solicitar um guincho tipo plataforma.

Luz de advertência do câmbio:
Preste bastante atenção a ela. Quando a luz de advertência acende é sinal que existe um problema sério, que não deve ser menosprezado nem deixado para depois. Geralmente o câmbio entra em regime de emergência e nesta situação a transmissão funcionará parcialmente. Pare o carro e solicite um guincho para a oficina. Para diagnosticar o problema será necessário que a oficina possua equipamento de diagnóstico com o software específico para aquele modelo de caixa de transmissão.